Márcia Fernandes
Professora de Língua Portuguesa e Literatura
O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil (World Day Against Child Labour) celebra-se anualmente a 12 de junho.
Esta data tem como principal objetivo alertar a sociedade e os governos para a realidade do trabalho infantil, uma prática que continua a afetar milhões de crianças em várias regiões do mundo.
Origem da data
O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil foi criado em 2002 por iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada das Nações Unidas dedicada à promoção de condições de trabalho dignas e à proteção dos direitos dos trabalhadores.
Desde então, a data tem servido para sensibilizar a opinião pública para a necessidade de erradicar todas as formas de exploração infantil.
O problema do trabalho infantil
Apesar dos avanços registados nas últimas décadas, milhões de crianças continuam privadas de direitos fundamentais como a educação, a saúde, o lazer e a convivência familiar.
Em vez de frequentarem a escola e desfrutarem de uma infância segura, muitas são obrigadas a trabalhar em condições inadequadas e, por vezes, perigosas.
O trabalho infantil constitui uma grave violação dos direitos humanos e compromete o desenvolvimento físico, emocional e social das crianças.

Números que preocupam
De acordo com dados da UNICEF, estima-se que cerca de 168 milhões de crianças em todo o mundo estejam envolvidas em situações de trabalho infantil.
Muitas destas crianças desempenham atividades em contextos de vulnerabilidade, incluindo trabalhos agrícolas, serviços domésticos, comércio informal e outras ocupações que podem colocar em risco a sua saúde e segurança.
A importância da sensibilização
A principal forma de combater o trabalho infantil passa pela sensibilização da sociedade e pela implementação de políticas públicas eficazes que garantam proteção social, acesso à educação e apoio às famílias.
Governos, organizações internacionais, escolas e associações da sociedade civil desempenham um papel fundamental na prevenção da exploração infantil e na promoção dos direitos das crianças.
Professora, produz conteúdos educativos desde 2015. Licenciada em Letras pela Universidade Católica de Santos (habilitação para Ensino Fundamental II e Ensino Médio) e formada no Curso de Magistério (habilitação para Educação Infantil e Ensino Fundamental I).